01/03/2011

Hoje, sou ... Tudo e Nada ...


 
Hoje, sou ... Tudo e Nada ...

Hoje sou tudo e nada !
livro, abandonada, em branco,
desfolhado pelo frio da Madrugada .
Nada busco nas palavras ,
estou alheio,lucidamente autista.
Só espero,
a Poesia, sarar meu desespero ...

Procuro meu Calvário,
nos espinhos de Cristo tropeço,
sangrando estigmas no pensamento .
Dores que não curam palavras sofridas,l
lágrimas tardiamente esparsas,
regando flores que amei .

Só, tão confuso como um tornado,
imprecis, ausento-me de mim .
Saudades , iinutilmente guardadas,
sem princípio, meio e fim ...

Sozinho, sem pouso ou recanto.
Como ave sem ninho, vôo sem asas,
em Céu solitário, sem uma estrela a brilhar .
Atravesso lodosos pântanos,
luto resisto, às trevas da desilusão .
Amanhã...
talvez, seja outra vez coração ...

Serra-Mãe , 29 de Janeiro de 2011

Joaquim Oliveira
 
 
 

 

28/02/2011

Pra você...



Pra você...

Quando você sentir vontade de chorar,
não chore...
Pode me chamar, que eu venho chorar por você...
Quando você sentir vontade de sorrir,
me avise...
Que eu venho para sorrirmos juntos...
Quando você sentir vontade de "amar",
me chame...
que eu venho amar você...
Quando você sentir que tudo está acabando,
me chame...
que eu venho te ajudar a reconstruir...
Quando você achar que o mundo é pequeno demais para a sua tristeza,
me chame...
que eu faço ele grande para a sua felicidade...
Quando você precisar de carinho,
me diga...
Pois o meu, é todo seu...
Quando voce precisar de companhia,
naqueles dias tristes ou nublados,
ou naqueles dias alegres e ensolarados,
eu venho...
Venho sim amor.
Quando você carecer de um beijo,
reclame que eu darei...
Quando você estiver precisando ouvir alguém dizer
" Eu te amo ",
me chame...
Que eu digo para você a qualquer hora
E quando você não precisar mais de mim,
me diga...
Pois o meu amor por você é imenso...
Mas mesmo assim, simplesmente, irei embora!!!
Rose....

São duas rosas unidas...




São duas rosas unidas...
São duas rosas nacidas, talvéz no mesmo arrebol, vivendo no mesmo galho, da mesma gota de orvalho, do mesmo raio de sol...
Unidas,bem como as penas das suas asas
pequenas de um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,como a
tribo de andorinhas da tarde fouxou véu...
Unidas bem como os prantos,que em parelha
descem tantos das profundezas do olhar...
Como suspiro e o desgosto, como as covinhas
do rosto, como as estrelas do mar...
Unidas...Ai quem pudera numa eterna
primavera viver, qual vive esta flor...
juntar as rosas da vida na mesma rama
verde e florida, na verde rama do amor.
autor Castro Alves