
Hoje, sou ... Tudo e Nada ...
Hoje sou tudo e nada !
livro, abandonada, em branco,
desfolhado pelo frio da Madrugada .
Nada busco nas palavras ,
estou alheio,lucidamente autista.
Só espero,
a Poesia, sarar meu desespero ...
Procuro meu Calvário,
nos espinhos de Cristo tropeço,
sangrando estigmas no pensamento .
Dores que não curam palavras sofridas,l
lágrimas tardiamente esparsas,
regando flores que amei .
Só, tão confuso como um tornado,
imprecis, ausento-me de mim .
Saudades , iinutilmente guardadas,
sem princípio, meio e fim ...
Sozinho, sem pouso ou recanto.
Como ave sem ninho, vôo sem asas,
em Céu solitário, sem uma estrela a brilhar .
Atravesso lodosos pântanos,
luto resisto, às trevas da desilusão .
Amanhã...
talvez, seja outra vez coração ...
Serra-Mãe , 29 de Janeiro de 2011
Joaquim Oliveira
Hoje sou tudo e nada !
livro, abandonada, em branco,
desfolhado pelo frio da Madrugada .
Nada busco nas palavras ,
estou alheio,lucidamente autista.
Só espero,
a Poesia, sarar meu desespero ...
Procuro meu Calvário,
nos espinhos de Cristo tropeço,
sangrando estigmas no pensamento .
Dores que não curam palavras sofridas,l
lágrimas tardiamente esparsas,
regando flores que amei .
Só, tão confuso como um tornado,
imprecis, ausento-me de mim .
Saudades , iinutilmente guardadas,
sem princípio, meio e fim ...
Sozinho, sem pouso ou recanto.
Como ave sem ninho, vôo sem asas,
em Céu solitário, sem uma estrela a brilhar .
Atravesso lodosos pântanos,
luto resisto, às trevas da desilusão .
Amanhã...
talvez, seja outra vez coração ...
Serra-Mãe , 29 de Janeiro de 2011
Joaquim Oliveira

