16/06/2011

Coragem no caminho

BARRINHAS
Se chegaste aos dias anuviados de pranto, à vista de ocorrências infelizes, acende a luz da esperança e caminha adiante, olvidando na retaguarda o que te possa parecer aflição e desengano.

Outro dia com novas emoções, espera-te amanhã, renovando-te a vida.

Circunstâncias inesperadas te deslocaram da segurança em que vivias, arrojando-te nas dificuldades
do começo da existência...
 
Esquece quantos te surgiram por instrumentos
de inquietação e lembra-te de que as oportunidades de trabalho continuam brilhando para os que não se deixam vencer pelo desânimo.

Pessoas queridas talvez se te hajam transformado  em obstáculos à paz, compelindo-te à travessia de espessas nuvens de lágrimas...
 
Esquece os que se acomodaram com atitudes irrefletidas
e pensa nas dedicações sinceras que te felicitam as horas.

Alguém a quem amas, enternecidamente,
haverá falhado nos compromissos assumidos,
relegando-te ao abandono...
 
Esquece o menosprezo de que terás sido objeto e conserva a imagem desse alguém no tesouro de tua gratidão pela felicidade que te deu
e prossegue em frente, na certeza de que a vida te ofertará estradas novas para a aquisição de alegrias diferentes.

Acontecimentos calamitosos te impeliram
 a vacilar nos fundamentos da fé, ainda insegura...
 
Esquece, porém, os  fatos amargos
e adianta-te na jornada  para diante,
valorizando os recursos espirituais de que dispões, recordando que o Céu continua alentando
a última planta das últimas faixas do deserto
e revigorando o verme da mais oculta reentrância
de abismo.

Seja qual o tipo de provação que te incline ao desalento, vence o torpor da tristeza e segue para a vanguarda
de tuas próprias aspirações.
 
Da imensidão da noite, nascerá sempre
o fulgor de um novo dia. 

Não te permitas qualquer parada nas sombras da inércia.
 
Trabalha e prossegue em frente,
porque a bênção de Deus te espera em cada alvorecer.
 
Meimei
Médium Francsco Xavier
 


BARRINHAS

A montanha da vida


BARRINHAS
A vida pode ser comparada à conquista
de uma montanha.
Como a vida, ela possui altos e baixos.
Para ser conquistada,
deve merecer detalhada observação,
a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.
Todo alpinista sabe que deve ter
equipamento apropriado.
Quanto mais alta a montanha,
maiores os cuidados e mais detalhados
os preparativos.
No momento da escalada, o início parece ser fácil.
Quanto mais subimos,
mais árduo vai se tornando o caminho.
Chegando a uma primeira etapa,
necessitamos de toda a força para prosseguir.
O importante é perseguir o ideal:
chegar ao topo.
À medida que subimos,
o panorama que se descortina é maravilhoso.
As paisagens se desdobram à vista,
mostrando-nos o verde intenso das árvores,
as rochas pontiagudas desafiando o céu.
Lá embaixo,
as casas dos homens tão pequenas...
É dali, do alto,
que percebemos que os nossos problemas,
aqueles que já foram superados são do
tamanho daquelas casinhas.
Pode acontecer que um pequeno descuido
nos faça perder o equilíbrio e rolamos
montanha abaixo.
Batemos com violência em algum
arbusto e podemos ficar presos na frincha
de uma pedra.
É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados,
feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos,
sair do lugar.
O amigo vem e nos cura os ferimentos.
Estende-nos as mãos,
puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada.
Os pés e as mãos vão se firmando,
a corda nos prende ao amigo que nos
puxa para a subida.
Na longa jornada,
os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.
Por vezes,
o ar parece tão rarefeito que sentimos
dificuldade para respirar.
O que nos salva é o equipamento certo para
este momento.
Depois vêm as tempestades de neve,
os ventos gélidos que são os problemas
e as dificuldades que ainda não superamos.
Se escorregamos numa ladeira de incertezas,
podemos usar as nossas habilidades para
parar e voltar de novo.
Se caímos num buraco de falsidade de alguém
que estava coberto de neve,
sabemos a técnica para nos levantar sem
torcer o pé e sem machucar quem
esteja por perto.
Para a escalada da montanha da vida,
é preciso aprender a subir e descer,
cair e levantar,
mas voltar sempre com a mesma coragem.
Não desistir nunca de uma nova felicidade,
uma nova caminhada, uma nova paisagem,
até chegar ao topo da montanha.

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Para os alpinistas,
os mais altos picos são os que mais os atraem.
Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.
Preparam-se durante meses.
Selecionam equipe,
material e depois se dispõem para a
grande conquista.
Um desses arrojados alpinistas,
Waldemar Nicliewicz,
o brasileiro que conquistou o Everest, disse:
"- Quem de nós não quer chegar ao alto de sua
própria montanha?"
Todos nós temos um desejo, um sonho,
um objetivo, um verdadeiro Everest.
E este Everest não tem 8.848 metros de altitude,
nem está entre a China e o Nepal,
 este Everest está dentro de nós.
É preciso ir em busca deste Everest,
de nossa mais profunda realização."


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