13/10/2011

RECORDAÇÕES

" Lembras, quando fomos namorados?"
Pois Eu lembro...e como lembro...
Olhava o teu rosto tímido,
sempre, com medo dos meus ataques,
que surgiam não sei de onde,
mas que de repente eu me transformava
num amante sedutor e te envolvia
num romance indefinido.....
AAAHHH.....como era bom!!!
Teus beijos, teu corpo quente, encostando-se
ao meu, passando-me um calor que quase
em delírios eu suportava aliviado.
Foram horas e grandes momentos
que desfrutamos juntos... Resta-me
a lembrança, para consolar a minha alma,
que num relance te enxerga aqui, alí, acolá e
me deixa aéreo, vagando muito longe
da realidade. Hoje, solitário, daria a vida
para recobrar aqueles momentos que
não voltam mais. O destino assim quis e
nos separou com um simples
Até-logo....implacável.
Sinto-me culpado pela nossa separação,
pois usei o capricho, para provar
a minha ...covardia...Sim covardia, porque
com uma simples palavra, teríamos
voltado e nos reconciliado.
Mas é tarde! Passaram-se horas,
dias, meses, anos e não nos vimos mais.
A lembrança consola-me o coração, mas
a tua imagem continua presa à minha alma
que não te esqueceu, jamais.....
Teu sempre amado??????????
Carta recebida em caráter de anonimato.
(Autor desconhecido)








PALAVRAS


 
"Se me disseres que me amas, acreditarei, mas se escreveres que me amas, acreditarei ainda mais. Se me falares da tua saudade, entenderei, mas se escreveres sobre ela, sentirei junto contigo. Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei, mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor."
... e assim são as palavras escritas; possuem um magnetismo especial, libertam, acalantam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de em poucos minutos cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos, intocáveis.  Muitas vezes perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações. Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.
Faça amor com as palavras, mate saudades, peça perdão, aproxime-se, recupere o tempo perdido, insinue-se, alegre alguém, dê simplesmente um bom dia, faça um carinho especial. Use-a a todo instante, de todas as maneiras; sua força é imensurável.
 Não esqueça que quem escreve, constrói um castelo, e quem lê, passa a habitá-lo.
(Silvana Duboc)

RENASCER


De repente havia mais brilho em tudo, como se
o mundo houvesse sido pintado de cores especiais, e em cada esquina havia um tesouro a ser descoberto, eu estava com você, é como mágica tudo era perfeito, cheio de harmonia, havia em mim uma leveza sutil, um encantamento novo, como um novo despertar
e cada vez que te olhava nos olhos me aprofundava mais e mais
neste mundo fascinante que você me dava,
como um presente, uma dádiva que poucos conhecem...
Havia sempre um aroma morno e doce no ar,
como se todo o universo conspirasse essa liberdade louca de se deixar levar pelo amor, e me entreguei de corpo e alma neste sentimento sem medo do que o amanhã me roubasse estes momentos pois haveria sempre uma história
a mais e juntos inventariamos a
cada dia a um novo motivo de ser feliz, e seu sorriso me envolvia como a chuva serena que vai invadindo a terra dando-lhe frescor depois de um dia ensolarado, tantas
são as razões que me prendem a você.  
E hoje me vejo só, já não há espaço dentro de você para o meu amor, sinto o coração apertado como um pássaro ferido sem perspectivas de alçar vôo novamente, como se a vida já não me pertencesse mais, gostaria de gritar-lhe a minha angústia, que sua mão tocasse essa dor que me corrói e quem sabe assim trazer algum alívio para minhas feridas, mas tudo que
vejo é o vazio, todos os meus sentidos só entendem sua ausência, me diga onde você está, em que tempo nos perdemos, me devolva a magia de fantasiar e viver a vida
como um sonho, me diga como reaprender a sorrir, como caminhar sem você ao meu lado,
me diga simplesmente como renascer sem você....


O TEMPO PASSA?


O tempo passa?
Não passa
No abismo do coração.
Lá dentro perdura a graça
Do amor, florindo em canção
O tempo nos aproxima
Cada vez mais, nos reduz
A um só verso e uma rima
De mãos e olhos, na luz
Não há tempo consumido
Nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
De amor e tempo de amar.
O meu tempo, e o teu, amada,
Transcendem qualquer medida.
Além do amor não há nada,
Amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
Tanto o ontem como o agora,
E o teu aniversário
É um nascer toda hora.
E nosso amor, que brotou
Do tempo, não tem idade,
Pois só quem ama escutou
O apelo da eternidade.
(Carlos Drummond)



A FLOR DO AMOR


Eu te trouxe a Flor do Amor.
É presente.
É simples.
É singela homenagem.
Lembrança.
O que seja, contanto que seja
recebida por teu coração
como fluido, excelente
doador de novas energias
e forças do Bem!
Recebe esta flor  que vem
do céu. Transparente, bela.
Presente de um coração
que se preocupa contigo
e que está sempre ao teu lado
te indicando o caminho do Bem!
Quer saber quem sou?
Me chamo Amigo.
Anjo de Guarda do teu coração,
que conhece a fundo todas as tuas manias, segredos, baboseiras,
infantilidades, rompantes de generosidade.
Sou quem se preocupa quando erras, e te mostra
pacientemente,  o caminho de volta,
o refazer das coisas no momento apropriado.
E a flor que te trago é a Flor da Amizade.
Surgida no coração que ama como te amo , como
se ama a um filho ou filha.
Como se ama um amigo querido
com o qual me preocupo
e procuro auxiliar.
Recebe então, amiga do peito,
a flor que tem jeito de flor do coração,
pois encontrará dentro dela
um perfume diferente,um cheirinho de amizade
que encantará teu coração!
Abraços de teu amigo,
ANJO DA GUARDA.


Amigos Estações

 
Meus amigos são todas as minhas estações.
Eles passam pela minha vida em ciclos e cada um traz consigo alguma coisa vital à minha sobrevivência.
Meus amigos primavera são as flores que enfeitam minha vida, perfumam também. Há aqueles, discretos, que preferem não perfumar muito, mas quanta beleza me passam!!! Os mais exuberantes chegam e irradiam tudo, tornando
minha vida repleta.
Meus amigos verão são meus raios de sol. Eles me iluminam e, como se isso ainda não fosse suficiente, iluminam meu caminho, indo sempre adiante para evitar que eu me machuque nas estradas da vida! Eles trazem calor humano, tão essencial ao meu crescimento como pessoa!
Meus amigos outono são meus frutos maduros. Eles sempre, pela suas experiências, me ensinam alguma coisa. São aqueles que me dizem que às vezes é necessário se repousar um pouco, se dar um tempo, parar, respirar, ganhar novas forças. E são eles que me preparam para as rudezas da vida.
E meus amigos inverno? Esses são meu casaco, minhas luvas, meu chapéu! Eles me protegem contra as tempestades hostis e me apóiam quando eu mais preciso. Eles têm sempre uma mão bem quentinha para segurar a minha para que eu não sinta solidão, eles têm sempre um lenço de reserva para enxugar minhas lágrimas.
Finalmente nas variedade das estações eu me encontro.
Deus, que é perfeito e é tudo em si mesmo, sabia que eu não poderia viver sem as flores que me enfeitam, os raios que me aquecem, os frutos que me sustentam e os casacos que me protegem.
(Letícia Thompson)
 
 
 

Saudade





Um dia a maioria de nós irá se separar.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano. 
Enfim... do companheirismo vivido.
Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar.
Quem sabe, nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens... Passarão dias, meses, anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro.
Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos que eram nossos amigos.
E isso vai doer tanto...
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar uma vontade de ligar,
ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo.
Entre lágrimas, nos abraçaremos. 
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E nos perderemos no tempo mais uma vez.
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo:
Não deixe que a vida passe em branco e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos”
Vinícius de Moraes




Flores para você...





FLORES PARA VOCÊ
Muitas flores para você

Pela paz que você semeia
Pelas verdades que você afirma
Pela alegria que você transmite
Pela justiça que você defende
Pela beleza que só você tem.

Muitas flores para você

Pela doce simplicidade dos seus gestos
Pelo seu abraço gostoso
Pelo brilho do seu olhar
Pela sabedoria que guia os seus atos
Pelo amor que dedicas às pessoas,
às plantas e aos animais.

Muitas flores para você

Pela sua constante busca da felicidade
E por encontrar nessa busca a felicidade
Por ser parte de uma família tão especial
Pela sua sensibilidade
Por tudo o que você é
Todas essas flores
São para você

E quem lhe enviou
Acha que são poucas
Pois você tem o dom de transformar
a vida dos que se aproximam de você
No mais lindo jardim


A um ausente...

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste …
Carlos Drummond de Andrade.

Vida



Vida que tanto me deste
Do nada que te pedi,
E agora tudo tiraste
Daquilo que recebi.
Mas contudo sempre digo
Podes dar podes tirar
Leva tudo o que quiseres…
Por isso não vou chorar.

Vida que passas correndo
Com alegrias e tristezas,
Em remansos tranquilos
Ou abismos de incertezas.
Geraste em mim ilusões
P'ra ficarem na lembrança ;
Roubaste as recordações
E levastes a esperança.   
Vida que tanto me destes
E que um dia devolvi;
Deixaste em mim o desejo
De não querer olhar p'ra ti.
Por isso podes levar
A minha alma perdida,
Porque nem quero lembrar;
Que um  dia…tive vida.

Manuel Assunção


Um dia tive um amor



Um dia tive um amor
Que se perdeu por aí,
Não lhe dei muito valor
E só tarde percebi.
Foi um amor de romance
De estrelas, sonhos e mar,
Foi um amor tão intenso
Que julguei nunca acabar.
Mas na vida sempre queremos
O pulsar de um grande amor,
E por vezes nem o vemos
Nem sentimos seu calor.
Um dia tive um amor
Que se foi e não voltou,
Tal e qual como uma flor
Que o vento desfolhou.
Hoje cego de paixão
As pétalas quero agarrar,
Vou olhando para o chão
Sem jamais as encontrar.
No silencio que me envolve
Oiço ainda o desfolhar,
Que o eco me devolve
Para assim me castigar.
Um dia tive um amor?
Ou só mera imaginação?
Mas no meu peito, esta dor…
Vai-me dizendo que não.
Porque um dia tive sim
Um amor que já partiu,
E que foi também p’ra mim
Como flor desfolhada …
Que nunca mais floriu.
Já não quero mais amor
Nem as dores que ele me deu,
Nem olhar essa flor
Que as pétalas perdeu.

Manuel Assunção




Saudade de ti



Hoje lembrei-me de ti
Com estranha sensação,
A saudade que senti,
Foi vazio, foi solidão.
A saudade que aperta
E aos poucos vai matando,
Lembra a paisagem deserta
Que aos poucos foi secando.
Hoje lembrei-me, vê bem,
Gostava de mandar no vento,
Ordenando-lhe que te levasse,
Meu penar, meu desalento.
E num sussurro vertido,
Numa suave leveza,
Ternamente em teu ouvido,
Transmitisse esta tristeza
Da saudade que senti,
Neste meu espaço perdido...
Quando me lembro de ti.

Manuel Assunção