03/10/2011

Morrer por amor



Ouvi  dizer a alguém
Que muito sofreu por amor;
Que quis morrer dessa dor
E leva-la para o alem.
Quem pode assim pensar
Decerto que não amou,
E pelo tempo passou
Sem saber o que era amar.
Enamorou-se sofreu
E por amor quis morrer,
Mas uma coisa esqueceu...
O amor se for amor
Não nos deixa a sofrer.
Confundiu o sentimento
Que abalou seu coração,
E o que pensou ser amor
Não passou de ilusão.
Foi sofrendo a amargura
Esqueceu-se que existia,
Deixou de sentir ternura
E perdeu a alegria.
O amor não nos faz mal
Nem tão pouco é cruel,
Não pode saber a sal
Porque ele sabe a mel.
Cada amor que não deu certo
É pagina que se arrancou,
Não deve ficar por perto
Se foi algo que magoou.
Morrer de amor...é loucura,
Insanidade total;
Ninguém anda à procura
Daquilo que lhe faz mal.
A tentação quando vem
Trás varias caras consigo,
E olha que eu sei bem
Aquilo que aqui te digo.
Encontra um amor a valer
Que seja bom para ti
E brilhe mais que um rubi...
E não vais querer morrer.
Diplomata/2010


Alma quebrada…



Alma quebrada…
Como um espelho partido e esquecido no chão…
Foi assim que me deixaste no dia em que transformaste
Meu coração em mil pedaços…
Fiquei vazia…
Vazia de sentimentos…
Vazia de alma…
Vazia de ti…
Não quebraste apenas o meu coração.
Quebraste também o meu corpo.
Esse corpo…
Esse corpo que tantas vezes usaste,
O corpo com o qual tanto saciaste
Esse teu desejo unicamente carnal…
O corpo que muitas vezes deixaste esquecido debaixo do lençol…
Deixaste-me só…
Levaste o meu amor próprio,
Levaste o meu chão…
Deixaste uma mulher triste,
Amargurada e nua…
Mas não um nu físico…
Deixaste-me nua de esperança,
Nua de espírito…
Com medo de me partir,
Pois levaste também a minha vontade de amar de novo…
Agora, esta alma vazia e fria
Não tem sonhos, não tem anseios…
Só receios…
Esta alma que desprezaste … desapareceu…
Resta uma montanha de estilhaços
De tão grande que era a alma
Que, um dia, tu quebraste…
Restou… Restou uma alma quebrada…
Manuel Assunção
(Diplomata)



Meu pensamento








Meu pensamento
Cortando o espaço sem fim
Meu pensamento voou,
Em estranhas divagações…
Deixou de saber quem eu sou.
Misturou-se com as estrelas
Na ânsia de recordar,
Porque foi que se perdeu
E saiu do seu lugar.
Viu novos mundos…luares;
Viu tantas cores, sentimentos,
Origens e pensamentos…
Mergulhou em tantos mares.
Baralhou suas memórias
Nessa viagem astral,
Esqueceu todas as histórias
Do seu passado ancestral.
Divagou nessa loucura
De tanto mundo perdido,
Mas andou sempre á procura
De um sentimento esquecido.
Mas qualquer coisa ficou
Lá no fundo, enublado,
Pois no dia em que voou,
Não esqueceu que foi amado.
Anda agora distraído
Lá num espaço sideral;
E acabou dividido
Entre o que é bem e é mal.
Escondido nesse espaço
Que o encantou e perdeu,
Meu pensamento ainda pensa
Que o teu amor será seu.
Cortando o espaço sem fim
Meu pensamento sorri,
Mergulha em divagações
Mas não se esquece de ti.
Diplomara /2010